A necessidade profissionais intérpretes de LIBRAS na comunicação organizacional

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As organizações têm incluído cada vez mais em seus quadros colaboradores surdos. Isto tem gerado uma demanda de profissionais preparadas para se comunicar por meio da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.  A Profª Veridiane Pinto Ribeiro, especialista em Libras e Mestre Educação da Univali, defende a importância das empresas oportunizarem vagas de trabalho para este público e, ainda,  a necessidade de estímulo das famílias na busca pela especialização dos surdos.

RP na Rede: A inclusão de pessoas com algum tipo de necessidade especial no mercado de trabalho cresce cada vez mais. Na sua avaliação,  as organizações estão preparadas para recebê-las?

A legislação tem pressionado as empresas a empregar pessoas com deficiência, e realmente as pessoas surdas têm encontrado espaço no mercado de trabalho. As vagas, em sua maioria, são para funções modestas, com salários igualmente modestos, mas cabe à pessoa surda ter interesse, esforçar-se para profissionalizar-se e atingir um melhor patamar profissional.

O problema é que nosso sistema educacional não prepara nem ouvintes e muito menos pessoas surdas para esta visão progressista. Se as pessoas surdas não estiverem amparadas por famílias atuantes e comprometidas, que as oriente sobre os desafios impostos pelo sistema competitivo do mercado de trabalho, elas acabam se tornando pessoas sem grandes ambições, desacreditas de si, de suas potencialidades e aceitam muitas vezes, condições bastante modestas no mercado de trabalho sem lutar por melhores colocações.

Há casos de sucesso. Há pessoas surdas que conseguem formar-se em cursos superiores, concluir mestrado e até mesmo doutorado, prestam concurso público e acabam conquistando espaços, principalmente como professores de libras, em Universidades por todo o país, mas é uma minoria. Alguns, destacam-se em áreas que dispensam o uso do som como designers, diversas funções que fazem uso da tecnologia da informática, mas, lamentavelmente, são poucos. Ainda precisamos avançar muito no sentido de preparar as pessoas surdas para concorrer no mercado de trabalho com igualdade de condições em relação às pessoas ouvintes.

Isto vai além de difundir o conhecimento em língua de sinais para propiciar o acesso a comunicação. Envolve também métodos de ensino específicos para pessoas surdas, adequações visuais para favorecer a compreensão, a formação profissional, o ingresso e uma melhor colocação no mercado de trabalho.

O que impede o avanço da melhoria da qualidade de vida das pessoas surdas em relação a atuação profissional é a visão reduzida da nossa sociedade que continua rotulando-as como deficientes, quando, na verdade, a deficiência está no nosso sistema social e educacional que é incapaz de produzir sistemas adequados de ensino-aprendizagem, corroborando para o rótulo de deficientes, limitando as possibilidades destas pessoas comprovarem o quanto são eficientes.

RP na Rede: Qual a vantagem para uma empresa que tem alguém que se comunica através da LIBRAS?

Na atualidade, estamos presenciando inúmeros movimentos no sentido de se valorizar a diversidade, seja em ambientes de trabalho, educacionais, de lazer. Conviver com as diferenças tem sido a bandeira da sociedade que tentamos construir com base nos princípios da inclusão. Independente das diferenças convivendo em um ambiente de trabalho, todos são importantes para transformar a visão de nossa sociedade segregacionista em uma sociedade em que o normal é sermos todos diferentes. Assim como a língua de sinais, o braille, tecnologias assistivas de comunicação alternativa aumentativa, deveriam circular em nosso meio como diferenças comuns, sem chocar, nem chamar a atenção, nem provocar comentários ou surpreender quem está em volta.

Conviver com as diferenças de forma natural nos faz mais humanos, mais sensíveis a necessidade do outro, mais generosos, compreensíveis, tolerantes, colabora para que a sociedade se liberte de preconceitos e se constitua na igualdade e no respeito.

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Unibancas – Relações Públicas 2013/2

E foi dada a largada!

Iniciaram nesta segunda-feira (9) as defesas dos artigos científicos feitos pelos acadêmicos do 6º período do curso de Relações Públicas.

As primeiras duplas a se apresentarem foram:

Ana Luisa Martins e Jéssica Oliveira – “Manifestações populares em 2013: um estudo de agenda setting nas revistas Veja e Isto é”.

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Foto: Ana Luisa Martins (acadêmica), Ediene do Amaral Ferreira (professora orientadora), Jéssica Oliveira (acadêmica), Cristiane Riffel e Jane Cardozo (professoras avaliadoras)

Bruna Zuquete e Daniela Navega – ” O Empreendedorismo na formação dos alunos de Relações Públicas da Universidade do Vale do Itajaí”.

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Foto: Emiliana Campos (professora avaliadora), Bruna Zuquete e Daniela Navega (acadêmicas), Ediene do Amaral Ferreira (professora orientadora) e Cristiane Riffel (professora avaliadora)

Parabéns, meninas!!! Que venha o TCC!

Dia Interamericano das Relações Públicas – 26 de setembro

Ser Relações Públicas é ser…

Criativo, organizado, incansável, comunicativo, planejador, curioso, inovador, informado, objetivo, trabalhador, pró-ativo, qualificado, sensato, ousado, inteligente, apaixonado, carismático, dinâmico, determinado, sociável, dedicado, responsável, fazedor e estratégico.

 

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O curso de Relações Públicas da Univali parabeniza a todos os profissionais da área e aos futuros RPS pelo Dia Interamericano das Relações Públicas!

 

Imagem: Página do Facebook Relações Públicas Brasil
Texto: Isadora Dutra – Acadêmica de Relações Públicas