Os Cinco Passos para Implantação do Planejamento Estratégico

Uma das maiores dificuldades durante o processo de implementação do planejamento estratégico é a distância que pode haver entre o que foi planejado e o que foi executado. Colocar em prática o que está escrito no papel é sempre um grande desafio. Para tanto, sugere-se um roteiro para coordenar a implantação do Plano Estratégico. A seguir, veja os passos para a organização desse processo pelos gestores.

Passo 1 – Elaboração da Matriz de Coordenação

A elaboração de uma matriz de coordenação será essencial para orientar e distribuir a carga de responsabilidade entre os setores, departamentos e níveis hierárquicos. Devem ser indicadas as diretorias envolvidas e seu nível de envolvimento, de acordo com cada projeto estratégico.

Passo 2 – Elaborar o Plano de Ação

A estratégia nada significa até que se transforme em ação. Para tanto, a concretização das estratégias deve ser pautada nos Planos de Ação. Segundo Cavalcanti (2001), as ações detalhadas no plano devem considerar:

tempo (há ações que são permanentes, sem prazo de término, enquanto outras são temporárias, com início e fim definidos;

§ relevância (avaliar quais produzem maior impacto para atingir o objetivo)[1];

prioridades (a hierarquização ajuda a otimizar recursos e esforços);recursos (avaliar quais ações não exigem recursos adicionais e impacto para orçamento).

Passo 3 – Elaborar os Projetos Estratégicos e Orçamento

Para cada um dos objetivos, sugere-se a elaboração de Projetos Estratégicos, que identificam as necessidades, por exemplo, quanto à informatização, diversificação, terceirização, focalização ou outro quesito que permite à empresa dar respostas mais ágeis às mudanças do ambiente competitivo.

Para organização e controle do Projeto Estratégico, recomenda-se a elaboração de formulários descritivos. Destaca-se que o deve constar o orçamento para cada projeto estratégico, pois este representa o teste da viabilidade dos objetivos e estratégias, funcionando como um “filtro” antes de submeter o Plano Estratégico à apreciação e aprovação da Diretoria ou Conselho. Importante observar que não se trata de preparar um orçamento detalhado, trata-se de trabalhar com grandes números que permitam avaliar do ponto de vista financeiro.

Para ajudar na preparação do orçamento, duas perguntas podem orientar:

a) Quanto custa?

b) Temos ou podemos captar esses recursos? (a idéia-chave dessa etapa não é formular orçamento e sim assegurar recursos para viabilizar a implantação, garantindo-se com o que se pode, o que se quer atingir).

Passo 4 – Divulgar e buscar o compromisso

Após a aprovação formal, quando se obtém também a garantia dos recursos para implantá-los, chega o momento de divulgação das informações e busca do compromisso nos diferentes níveis hierárquicos.

Para que este seja reforçado e perene, é vital a criação de parceria com os funcionários, através de mecanismos de motivação. As empresas têm utilizado programas de incentivo, como participação nos lucros e resultados (PLR), avaliação de desempenho vinculada à bonificação, entre outros. Outro elemento importante é que as ações propostas devem considerar a cultura organizacional, cabendo aos gestores a função das crenças, objetivos e práticas da estratégia, que podem ou não ser compatíveis com a cultura da empresa.

Há o desafio de construir o futuro da empresa também de ações para que as pessoas sejam capacitadas, com treinamentos que levem à consciência da sintonia de seus comportamentos e os princípios organizacionais.

Cabe à diretoria da empresa decidir que grau de abertura é mais conveniente e estratégico para a divulgação do seu plano. Ao tomar essa decisão, é avaliado o benefício de seus funcionários conhecerem como e onde a empresa quer chegar, sem ignorar o risco de seus concorrentes serem informados sobre seus passos.

Passo 5 – Avaliar resultados e corrigir rotas

Muitos planejamentos estratégicos padecem de inexistência ou ineficiência de um acompanhamento sistemático. Todavia, o que se espera do acompanhamento não é uma atuação reativa, e muito menos passiva. Quando se acompanha e se constata que algo pode não ocorrer, de imediato deve ser aplicada uma ação corretiva, evitando problemas maiores.

Devem ocorrer reuniões periódicas para seu acompanhamento, preferencialmente mensais, coordenadas pelo principal executivo, que terá autoridade hierárquica para cobrar resultados dos coordenadores dos objetivos.

Para a avaliação dos resultados e possível alteração na “rota”, sugere-se que sejam observados:

Indicadores de desempenho (como referentes ao crescimento da empresa, rentabilidade, participação no mercado, qualidade, produtividade, etc.);Acompanhamento dos Planos de Ação e dos Projetos Estratégicos (avaliação dos relatórios, prazos e responsabilidades);Acompanhamento dos Princípios (a sintonia do processo é equilibrada pelos Princípios que devem pautas as decisões e comportamentos, preservando a integridade das Declarações Estratégicas);

Ressalta-se que o Plano Estratégico depende da sintonia entre a empresa e o ambiente competitivo e, neste sentido, precisa ser atualizado periodicamente para acompanhar as mudanças relevantes do ambiente. Assim, o roteiro para se formular um Plano Estratégico pode ser dividido em dois conjuntos: um mais permanente, menos afetado pelas mudanças do ambiente, e outro mais influenciável pelas alterações do ambiente. Ambos, porém, devem ser periodicamente submetidos a processos de atualização.

Fonte: http://www.administradores.com.br/

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s