Plantar qualificação para colher crescimento

Empresários brasileiros apostam no aprimoramento de funcionários como alavanca para ganhar mercado, revela estudo da Deloitte.

Para a maioria dos empresários brasileiros, investir na qualificação dos funcionários é a atual prioridade na busca de uma posição competitiva mais vantajosa. A informação é da pesquisa Panorama Empresarial 2011, da empresa de consultoria Deloitte. Segundo o estudo, 66% dos entrevistados tem como prioridade, até 2015, a retenção de talentos e o desenvolvimento do capital humano.

“Estamos nos aproximando do pleno emprego na economia brasileira. Assim, torna-se mais difícil a movimentação de pessoal. Mantê-los e desenvolvê-los são fatores fundamentais para as empresas que querem ter sucesso e continuar crescendo no mercado brasileiro”, afirma José Paulo da Rocha, sócio-líder de Corporate Finance da Deloitte.

Quando fala em “pleno emprego”, Rocha se refere a uma taxa de desemprego próxima de 5%, considerada baixa. Por isso, torna-se mais difícil a tarefa de atrair profissionais, uma vez que a mobilidade destes é alta. “Há um descompasso entre a demanda de crescimento e o tempo de formação dos profissionais”, aponta. A importação de mão-de-obra tenta suprir essa carência do mercado. “É um interesse mútuo: as empresas brasileiras não tem profissionais com nível adequado de qualificação, enquanto os outros países não apresentam economia favorável”, explica Rocha.

O gerenciamento de custos e a concorrência também são alvo de atenção especial dos empresários. Isso tem levado a uma procura cada vez maior por parcerias e contratação de companhias terceirizadas, a fim de otimizar produtos e serviços.  “O Brasil não é um mercado pra principiantes, é muito competitivo. As empresas precisam estar constantemente atentas para o que as concorrentes fazem”, ressalta Rocha. Para ele, as empresas precisam ter foco no serviço que pretendem prestar. As demais tarefas devem ser terceirizadas ou realizadas em parceria com outras companhias. “O sucesso das empresas, hoje, está na habilidade de interagir com diferentes parceiros, diferentemente da verticalização que se verificava há alguns anos”.

Texto: Pedro Pereira
Fonte: http://www.amanha.com.br

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