Empresas investem em experiências para incentivar público interno

As boas e velhas ações de incentivo que acontecem dentro das empresas vêm ganhando cara nova. Em vez dos sorteios de TVs, eletrodomésticos ou outros utensílios comuns do dia a dia, muitas companhias têm buscado oferecer algo que seja mais significativo e que aumente os laços com o seu público interno, revendedores ou colaboradores.

Embora algumas marcas já utilizem as experiências como forma de atingir e se aproximar do consumidor, a preferência é oferecê-las primeiro aos funcionários, fortalecendo estrategicamente a empresa. “Hoje, cerca de 70% dos negócios do Grupo são para incentivo do público interno”, afirma Leandro Capozzielli, Presidente do Grupo Orange Soluções Integradas, que detém empresas especializadas em oferecer diversos tipos de benefícios, desde créditos de celular a experiências, como O Melhor da Vida.

Para se destacar no mercado, a agência de Experience Marketing investiu em oferecer experiências que fugissem do tradicional, como tratamentos estéticos, spas, voos de balão e viagens. “Os brindes comuns todo mundo oferece, mas só a experiência permite que o beneficiado experimente o conceito da marca”, explica Jorge Nahas.

Menor custo, maior retorno
As ações de incentivo que têm como prêmio as experiências trazem resultados positivos e cerca de 90% de quem já utilizou iniciativas desse tipo pretende investir novamente. “As pessoas estão saturadas de receber brindes. A grande maioria delas já possui TV e DVD e precisa receber coisas diferentes para serem atingidas”, afirma Cristiano Athayde, Gerente de Produtos da Total on Demand (foto), ao site.

Além de serem uma conveniência e uma novidade, as experiências têm ainda como vantagem o preço e o tempo que aquela ação fica na memória do beneficiado. “Uma experiência de R$ 100,00 tem mais valor emocional do que um brinde do mesmo valor”, afirma Nahas, garantindo que esse recall pode durar por anos. “As empresas brasileiras já identificaram esse mecanismo e, por isso, essa demanda tem aumentado”, completa Athayde.

Segundo as empresas, o segredo é pensar em algo que fuja do cotidiano do consumidor e que ele não realizaria com o seu próprio orçamento, mesmo que não seja por falta de dinheiro, mas muitas vezes por serem de difícil acesso. É o caso dos voos de balão, uma das experiências mais pedidas no mercado, assim como dias em spas, jantares especiais e atividades esportivas ou ao ar livre.

De acordo com o público
O mercado de experiências, embora cresça, ainda engatinha no Brasil. Existe o receio por parte de algumas empresas em mudar suas estratégias de premiação e dos próprios beneficiados. “Notamos que as pessoas preferem as experiências menos radicais, mas acho que esse cenário vai mudar conforme esse hábito se tornar mais comum. Assim, as experiências devem chegar também ao consumidor”, acredita Cristiano Athayde.

Essa tendência de algumas ações focadas no consumidor também está sendo notada pelo O Melhor da Vida. A agência já realizou ações para LG, Panasonic e Kopenhagen. Para esta última, uma iniciativa com o objetivo de aumentar o ticket médio de R$ 17,00 para R$ 39,00 presenteou consumidores com viagens para pilotar uma Ferrari ou velejar no mediterrâneo. “Nem assim deixamos o público interno de fora. O vendedor que incentivasse o cliente também poderia ser beneficiado. Em uma parceria como essa todos os lados têm a ganhar”, completa Jorge Nahas.

Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br

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