A comunicação e as estratégias de busca pelo consumidor verde

Nos últimos anos do Segundo Milênio, mais precisamente com a realização do evento Rio 92 que reuniu 108 chefes de Estado de todo o mundo, muitos países começaram a se preocupar, de maneira mais efetiva, com a concepção de estratégias para um desenvolvimento mais sustentável e menos consumista.

Aos poucos, esta conscientização sobre os problemas que o Homem tem ocasionado na Natureza (como a poluição dos rios, o desmatamento, a diminuição da camada de ozônio, só para citar alguns) se popularizou graças aos meios de comunicação e, com essa disseminação, os consumidores em potencial começaram a escolher seus produtos de consumo não apenas pelo preço, pela praticidade ou pelo renome da marca, mas também por uma pergunta: o que esta empresa faz pela conscientização ambiental e pela preservação da Natureza?

Este consumidor que realiza suas compras, ao menos parcialmente, com base nos critérios ambientais é chamado de “consumidor verde”. E cada vez mais as empresas traçam estratégias comunicacionais de responsabilidade socioambiental para convencer os consumidores verdes a comprarem os seus produtos e/ou seus serviços, com justificativas ambientais como a impressão de panfletos em papel reciclado, a plantação de árvores, o apoio a Organizações Não-Governamentais que promovem a conscientização ecológica, entre outras estratégias.

Porém, um fato que não pode ser esquecido pelas empresas é manter a honestidade desta busca. Ou seja, promover a sustentabilidade não apenas como “alçada de Marketing” para os públicos externos, mas também originar uma cultura sustentável no ambiente interno das organizações. E isso se faz necessário no Terceiro Milênio, ainda mais com a distribuição mais rápida das informações e com o desenvolvimento acelerado das novas mídias e de sites de relacionamento.

Como exemplo, se uma empresa for acusada de prejudicar alguma floresta ou algum rio, a notícia (verídica ou não) pode se espalhar rapidamente por sites especializados e ser comentada em comunidades virtuais gerando, além de danos sérios ao meio ambiente, uma grande crise de imagem para a organização.

Pode-se concluir com isso que a verdadeira responsabilidade social das empresas não está em colocar uma “máscara verde” em suas propagandas institucionais ou de apenas publicar releases de vez em quando sobre as ações ecológicas que a empresa promove. É necessário, isso sim, investir numa política responsável de comunicação e conscientização interna e externa para que a organização tenha uma postura honesta e uniforme diante dos problemas ambientais existentes em todo o mundo. A busca por uma boa imagem da empresa irá agradecer, e a Natureza também.

Por: Maíra Masiero é graduanda em Comunicação Social: Relações Públicas pela UNESP Bauru

Fonte:http://essetalmeioambiente.com

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