O que diferencia as marcas é o emocional

Steven Jagger, especialista em marketing, dá palestra no Brasil e fala do relacionamento que as marcas devem construir com o consumidor.

consumidor de hoje tem muito menos tempo. É mais difícil atingi-lo compropaganda. Muitas pessoas mal prestam atenção aos comerciais, e mais da metade delas fica “zapeando” entre canais na hora do intervalo na TV. Há inúmeras opções de marcas diferentes, e é raro haver notáveis diferenças de qualidade e preço entre elas. O que fazer então para sua marca conquistar definitivamente o consumidor?

“Use a emoção. Um anúncio não deve ser apenas persuasivo, ele tem que ser único”. As perguntas, e a resposta, são de Steven Jagger, vice-presidente da MSW Research, consultoria internacional de marketing e posicionamento de marca. O britânico veio ao Brasil a convite da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (ABEP), para o 4º Congresso Brasileiro de Pesquisa, que ocorreu no começo desta semana (22 e 23).

Jagger especializou-se em usar a biometria para analisar os efeitos domarketing de uma empresa. Usando o eletroencefalograma (EEG), ele põe eletrodos na cabeça, na ponta dos dedos e no rosto de uma pessoa enquanto ela assiste a um comercial, e mede suas reações bioquímicas para tentar captar a emoção gerada. Jagger afirma que isso é importante porque nós não escolhemos um produto racionalmente.

“O consumidor faz escolhas por motivos emocionais, e depois racionaliza-as”, diz ele. Jagger elenca três tipos diferentes de apelos emocionais trabalhados em propagandas: o afeto direto (por exemplo, mostrando um bebê bonitinho); o afeto vicário (“como o motorista daquele carrão deve estar se sentindo?”); e o afeto projetado (“eu poderia me sentir daquela maneira se usasse aquele produto”).

Além de analisar alguns comerciais em sua palestra, Jagger falou um pouco mais sobre a emoção causada no espectador. Depois da palestra, ele deu uma entrevista exclusiva à Pequenas Empresas & Grandes Negócios sobre estratégias de marketing e relacionamento com o consumidor. Confira na próxima página.

Por: Ricardo F. Santos

Fonte: http://revistapegn.globo.com

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