Você ainda vai usar isso?

Rodrigo Capella

Todo mês, recebemos uma mensagem das empresas de telefonia móvel, com o valor da fatura. O texto aparece, em um passe de mágica, na tela de nosso dispositivo, sem clicarmos em qualquer botão. Depois, basta apertarmos o ‘ok’ e iniciar mais um mês com esta facilidade.

A tecnologia se chama Display Text e já vem ganhando outras funções comunicacionais, muito mais interessantes. Restritas ainda, em sua grande maioria, ao papel e em fase de estudos, essas novas aplicações suprem uma velha necessidade das assessorias de imprensa: como ter a certeza de que os jornalistas realmente receberam a mensagem? E como precisar se eles vão aproveitar, de alguma forma, o conteúdo?

Considerado por muito uma evolução do SMS (a tradicional mensagem de texto), o Display Text conta com o apoio de um SIM Card – utilizado para armazenar, identificar e controlar informações e dados dos dispositivos móveis – para comunicar mensagens curtas e certeiras. Imagine, por exemplo, um aviso de uma coletiva de imprensa que acaba de chegar diretamente na tela do seu dispositivo, sem a necessidade de você clicar qualquer tipo de botão para recebê-la. Após ler o conteúdo, com um simples toque na tela, você pode confirmar a sua presença ou declinar o convite.

Ou ainda: você acaba de receber informações exclusivas sobre uma empresa que irá investir mais de R$ 100 milhões em uma nova unidade industrial. Ao final da mensagem, o assessor de imprensa pergunta se você tem interesse em fazer uma matéria sobre o assunto. Com um simples clique, você pode confirmar o interesse ou excluir o conteúdo. Do outro lado, o comunicador irá receber a resposta e dará procedimento na estratégia. 

Esse é o futuro da assessoria de imprensa e, consequentemente, o fim de algumas ferramentas tradicionais, como e-mail e telefone? Talvez! Mas, ainda é cedo para se afirmar. Toda nova tecnologia deve ser analisada com cautela e parâmetros. Vários estudos são necessários para realmente atestar a eficiência do Display Text dentro das assessorias de imprensa e das redações.

Os jornalistas estão preparados para receber mais de 100 mensagens deste tipo por dia? Irão realmente responder a todas? Os assessores de imprensa irão, realmente, utilizar critérios na hora de enviar essas mensagens aos colegas de redação? Ou irão fazer disparo de Display Text, assim como fazem com a grande maioria dos releases?

São questões, por enquanto, sem respostas, mas que merecem ser pesquisadas. E mais do que isso: essas informações devem nortear todos os planos de comunicação e as futuras ações. Um outro raciocínio é claro: cada vez mais, os comunicadores precisam – e devem – se preocupar com as novas tecnologias. Quem não faz parte desse meio, dificilmente sobreviverá. É hora de apertar o ok! 
Rodrigo Capella é assessor de imprensa desde 2002, graduado em jornalismo pela Umesp. Pós-graduado em jornalismo institucional pela PUC-SP e autor, entre outros, de ‘Assessor de imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia’.

Fonte: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=233&tipo=G

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