FOLHA DE SÃO PAULO DÁ DESTAQUE A PROFISSÃO DE RELAÇÕES PÚBLICAS

O jornal Folha de S. Paulo destacou no último mês as características da profissão de Relações Públicas. A seguir leia as 2 matérias do dia 29 de julho de 2008.

        Relações públicas cuida do plano de comunicação das empresas

Profissional elabora plano estratégico para fortalecer a identidade da empresa

FERNANDA CALGARO
DA REPORTAGEM LOCAL

Imagine o seguinte cenário: uma indústria tem um problema, ocorre um vazamento e esse produto contamina o solo e a água na região. Enquanto técnicos vão cuidar especificamente do vazamento, um outro profissional entra em ação: o relações públicas.

Ele será responsável por manter informada a imprensa, além de, por exemplo, cuidar para que haja um telefone para atender às dúvidas da população. A gestão de crise, como é chamada essa situação no jargão da profissão, é uma das muitas atribuições do relações públicas ou, simplesmente, RP.

Mas este é apenas um item do plano de comunicação de uma empresa, elaborado pelo RP e por uma equipe multidisciplinar com o objetivo de preservar a imagem e a reputação do negócio e, ao mesmo tempo, inserir a organização na comunidade, com pesquisas de mercado e de opinião.

Essa preocupação vale tanto para o público externo (consumidores, fornecedores, imprensa etc.) como para o interno (funcionários, sócios etc.).

Assim, esse plano servirá para definir o mote de campanhas de propaganda e educacionais, o conteúdo de sites e blogs, eventos e ações promocionais. Para atingir o público interno, as ferramentas podem ser intranet, jornais, informes em murais, palestras e seminários.

Em geral, o RP acaba não aparecendo muito por ficar alocado em outros setores, como no departamento de marketing ou no de recursos humanos.

“Mas existe uma diferença básica entre o profissional de marketing e o de RP: o primeiro trabalha mais a questão da gestão do negócio e do produto e o segundo se volta para a identidade corporativa e o posicionamento da empresa”, explica Margarida Maria Krohling Kunsch, coordenadora do curso de relações públicas da ECA-USP. “É algo mais abstrato, mas não há espaço para improvisação na área. As ações são sempre embasadas em pesquisas.”

Mercado
Há oportunidades de trabalho na esfera governamental, na iniciativa privada e em organizações do terceiro setor.
“Um outro campo que se abre é a parte de responsabilidade social e sustentabilidade das empresas. Os impactos social e ambiental passaram a ter mais importância”, afirma Dalva Aleixo, professora da Unesp em Bauru (328 km de São Paulo). “Daí a preocupação em educar a população sobre reciclagem e consumo de água, por exemplo”, diz Dalva.

Os cursos de graduação em comunicação social com habilitação em relações públicas, normalmente com duração de quatro anos, visam formar um gestor da comunicação.

Por muito tempo, o trabalho do profissional de RP ficou associado apenas à organização de eventos, mas isso tem mudado. “A atuação do relações públicas é mais estratégica e acontece junto à direção da corporação para estabelecer as políticas de relacionamento”, afirma Fábio França, professor da Universidade Metodista de SP.

“Os eventos são importantes, mas são uma das ferramentas”, concorda Valdir Cimino, coordenador do curso da Faap.
Não existe um piso salarial para a categoria e é preciso ser filiado ao Conselho Federal dos Profissionais de Relações Públicas para exercer a profissão.


 

Jovem escolheu profissão por ser dinâmica

DA REPORTAGEM LOCAL

Os cursos de comunicação mais procurados são os de jornalismo e de publicidade. Por ser uma profissão menos conhecida, relações públicas acaba não atraindo tanto os vestibulandos, apesar das possibilidades de trabalho.

Na Fuvest 2008, a concorrência foi quase a metade: RP teve 22 vestibulandos disputando a mesma vaga; tanto em jornalismo como em publicidade, foram 41 por vaga.

No caso de Daniela Sousa do Nascimento, 27, foi só conhecer melhor o que fazia um relações públicas que ela se encantou.

Na primeira vez em que prestou vestibular, tentou jornalismo. Não passou. No seu segundo ano de cursinho, mudou de idéia após pesquisar sobre a carreira de RP. “Queria trabalhar com comunicação, algo que fosse dinâmico.”

Formada em 2003 pela Unesp de Bauru, ela trabalha há três anos no Sesc Interlagos (zona sul de SP). Como assistente do departamento de comunicação, ela cuida da divulgação da programação da unidade e atende à imprensa. Os murais são abastecidos por ela, que produz também folhetos informativos direcionados para os freqüentadores.

Milena Marques, 29, também já trabalhou na área cultural e de lazer e hoje está no terceiro setor. A função dela na ONG Doutores da Alegria é captar recursos. “Visito empresas para apresentar o trabalho e, assim, desenvolver parcerias com elas.”

Para a diretora de comunicação da Basf, Gislaine Rossetti, 40, há 11 anos na empresa, RP é a profissão do futuro. “Uma comunicação bem-feita funciona como uma alavanca para as empresas.”

Fonte:www.conferp.org.br

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2 respostas em “FOLHA DE SÃO PAULO DÁ DESTAQUE A PROFISSÃO DE RELAÇÕES PÚBLICAS

  1. estou conhecendo mais essa profissão, que pra mim é
    legal e a minha cara, não por eu ser extrovertido, mas porque eu adoro trabalhar com o publico e sempre prezo em saber e respeitar a opinião dos outros.E porque sei trabalhar em equipe(pelo esporte que pretiquei durante 3 anos da minha vida” O VÔLEI”) que é na minha opinião um dos esportes que quando há companherismo vence-se qualquer time!

    obrigado.

  2. Pingback: Mercado para RP « Muito Além do Guardanapo

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